terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Refugiados da ironia



Admirável mundo moderno, este mundo de direitos universais de organizações como a ONU, a Comunidade Europeia, a desenfreada evolução económica do mundo globalizante, o capitalismo prático da abundância e da tecnologia da salvaguarda de identidades. Ora este último ponto é exactamente a evocação dos direitos e deveres do humano em geral da humanidade como um todo, em relação ao que se passa neste mundo de desigualdades entre os mercenários deste mundo politico e os seus carrascos opositores, a guerra. Um dos grandes desafios da actualidade na Europa centra-se nessa guerra entre os ditadores do mundo árabe, os seus rebeldes e os deuses do mundo ocidental, esses países como a síria, o Iraque, o Afeganistão são exemplos básicos de “versus de deuses” que escolheram mal os seus messias. Nesta  espécie de concilio dos deuses estão os refugiados, pessoas como nós que viram as suas vidas retrocederem numa guerra, fugiram da pólvora e se situam na encruzilhada de dois destinos crus , a morte rápida pelo barulho de uma bala, ou o afogamento lento das lágrimas que ate já foram “de Portugal” as lágrimas da saudade de quem partira para um outro mundo alem do mar noutros tempos, apreciam-se agora como invasoras dos pulmões sedentos de vida de crianças e adultos, ou melhor os escravos da guerra moderna. Desde a segunda guerra mundial que não se assistia a tamanha peste. Estes , são os anónimos que precisam e precisaram dos olhos tecnológicos do mundo comunicacional para trazer as correntes de consciência sobre os direitos humanos ao mundo , sobre a sua viabilidade prática em relação aos ditames “realmente “constitucionais e das organizações mundiais. Estes cidadãos devem ser protegidos da mesma forma que os seus semelhantes, sem barreiras físicas ou institucionais. E quanto será hipócrita da parte destes países da união europeia ao ver estas pessoas subjugar-se a tais ditames, deitar a “mea culpa” nos mercantis “negros “ do trafico de humanos, não será este mais um problema resolvido do “mercado” desses países em guerra tentarem apresentar uma solução por mais que rentável para párias , uma solução para a fome a destruição e a desgraça. Será assim tão penalizante para os direitos humanos que se pague para fugir a uma guerra? Ou será que o problema esta na solidariedade de quem vê estes esforçados cidadãos, quererem asilo num pais com dignidade e isso sempre incomodou eleitores. Resumindo e esclarecendo, a politica europeia foi tardia na resolução deste problema, países europeus como a Áustria e a Hungria demonstraram-se ainda piores no exemplo de ideologias macabras dos direitos livros que os cidadãos do mundo tem as suas terras, ao fecharem fronteiras e criarem barreiras, resumindo o planeta pertence a todos os cidadãos do mundo! Para alem das nações que são espectáculo de conflitos anteriores a estes direitos e estas organizações, espectáculo de reis e senhores ansiando por poderes e hedonismos nas suas cortes, este é um mundo de todos, sem limites, sem fronteiras, um mundo da tecnologia, das ideias hiperbóreas, de toda as pessoas que querem ser nómadas da vida, seja em contexto de guerras ou de lazer, as fronteiras e os nacionalismos são em si um entrave ao desenvolvimento do mundo, e as guerras são os seus marcos. Nós somos um, somos aquele incógnito que morreu no mar mediterrâneo, somos o governante que elegemos, somos um individuo dotado de especial natureza complexa, somos o mendigo que vive naquele centro comercial num sitio não muito longe do conforto de nossa casa, e esta é a hora de pensarmos como humanidade. Imagine um mundo sem discrepâncias e onde os direitos humanos são respeitados. 

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