Easy and beautiful lander your eyelids
As the meeting of pleasure
Dance and the rest
I spoke the fever
The best reason of fire
That you might be pale and luminous
A thousand fruitful poses
A thousand ravaged embraces
Repeated move to erase themselves
You grow dark your unveil yourself
A mask you
Control it
It deeply resembles you
And you seem nothing but lovelier naked
Like a sky shivering with flashes of lightning
you reveal yourself to you
To reveal yourself to others
Paul Elouard's 24 poems
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Manifesto à sobrevivência do Eco para o Vazio
Se os direitos e a dignidade humana fossem autónomos, semelhantes a conquistas divinas, ou melhor, aquisições universais, (ideias inatas?) a liberdade seria conquistada, mas, estes condicionam-se pela existência do outro e das suas próprias condutas, e interferem na mesma, a liberdade só será uma Lei régia para a civilização, quando os direitos e a dignidade, de todos, forem atingidos.
Ai a liberdade será uma Lei suprema, um estado de consciência e acção.
A anarquia poderá ser instalada, sendo vista como a anulação da hierarquia de poderes, esse sentido, só é possível com uma nova concepção do humano, o sentido da entidade individual como relevante no desenvolvimento do todo social, e não a submissão de caracteres individuais à colectividade.
São os círculos colectivos bem definidos na estrutura societária, que criam, à margem os direitos individuais, grupos de indivíduos que se regem por regras próprias e por sentimentos de pertença semelhantes, limitadores de uma absorção real da disparidade de essência natural, que nos envolve, a realidade, a origem do que nos circunda, o universo como um todo. Esta forma de organização social ainda arcaica, mostra-se como o problema e o conjunto de ideias e concepções que nos pautam a contemporaneidade.
As desigualdades quedam-se numa hierarquia de grupos, dentro dos diferentes campos humanos: politico, científicos, culturais, psíquicos, económicos, prolongando-se por conceitos raciais, …
A evolução do pensamento levou-nos a soluções que correspondem-se às aspirações do homem mais civilizado, mais orgulhoso a sua própria obra, a civilidade, o que nos levou ao longo da história a encontrar forma de organização que correspondessem a estas aspirações. A conquista democrática não é mais do que o conceito último, de organização mais plausível, a resolução matemática, que expressa a vontade do grupo em maioria num dado momento, num dado contexto.
A desigualdade impera assim na génese da humanidade e prolonga-se até aos nossos dias sobre esta forma de expressão, o sufrágio.
Actualmente o combate ao direito das minorias à expressão e sobrevivência é tema constante, contudo assiste-se constantemente a nações a introduzirem-se como baluarte de leis e modelos em sociedades ainda em estados emergentes de desenvolvimento, muitas vezes da própria identidade colectiva. São atentados de uma maioria institucionalizada e aceite no mundo considerado tecnologicamente moderno, segundo os seus próprios critérios, estes apenas são aceites por um colectivo de maior força à escala global, como o exemplo da ditosa democracia que banha o continente europeu, e o continente Norte – Americano, etc… São erros que já foram cometidos no passado, numa tentativa sempre aterradora que o homem tem de expansão, em que sociedades próprias foram sacrificadas e injectadas de um mundo que criou os desnivelamentos que hoje se vêm à escala global, do poderio de umas nações sobre outras, arrastando interesses públicos e de supressão económica, de mão-de-obra escrava, das desigualdades sociais vigentes, da fome no mundo, das epidemias, qual criação divina para politicas anti-natalistas, de um mundo já cheio de tudo, de ideias, de pessoas, de êxodos populacionais que revelam novas estratégias a encontrar, tudo por uma ideia de sociedade, de união forçada, … de uma união federalista como remendo para trapos.
A humanidade faz-se a si próprio no sentido do semelhante que o acompanha, o direito ao desenvolvimento é um Dever Social e não uma obrigação individual.
Logo a axiologia e a ética tem de imperar sobre qualquer tentativa de criar o homem puramente técnico e o homem que pensa como produtor de material para charlatães e elites do bom ócio.
Estes serão campos a desenvolver como fazendo parte de uma metafísica necessária ao saber e de transposto para a técnica do real, visto que todo o problema se dá, desde sempre na conduta.
O que insiste, persite, sempre existe
Ai a liberdade será uma Lei suprema, um estado de consciência e acção.
A anarquia poderá ser instalada, sendo vista como a anulação da hierarquia de poderes, esse sentido, só é possível com uma nova concepção do humano, o sentido da entidade individual como relevante no desenvolvimento do todo social, e não a submissão de caracteres individuais à colectividade.
São os círculos colectivos bem definidos na estrutura societária, que criam, à margem os direitos individuais, grupos de indivíduos que se regem por regras próprias e por sentimentos de pertença semelhantes, limitadores de uma absorção real da disparidade de essência natural, que nos envolve, a realidade, a origem do que nos circunda, o universo como um todo. Esta forma de organização social ainda arcaica, mostra-se como o problema e o conjunto de ideias e concepções que nos pautam a contemporaneidade.
As desigualdades quedam-se numa hierarquia de grupos, dentro dos diferentes campos humanos: politico, científicos, culturais, psíquicos, económicos, prolongando-se por conceitos raciais, …
A evolução do pensamento levou-nos a soluções que correspondem-se às aspirações do homem mais civilizado, mais orgulhoso a sua própria obra, a civilidade, o que nos levou ao longo da história a encontrar forma de organização que correspondessem a estas aspirações. A conquista democrática não é mais do que o conceito último, de organização mais plausível, a resolução matemática, que expressa a vontade do grupo em maioria num dado momento, num dado contexto.
A desigualdade impera assim na génese da humanidade e prolonga-se até aos nossos dias sobre esta forma de expressão, o sufrágio.
Actualmente o combate ao direito das minorias à expressão e sobrevivência é tema constante, contudo assiste-se constantemente a nações a introduzirem-se como baluarte de leis e modelos em sociedades ainda em estados emergentes de desenvolvimento, muitas vezes da própria identidade colectiva. São atentados de uma maioria institucionalizada e aceite no mundo considerado tecnologicamente moderno, segundo os seus próprios critérios, estes apenas são aceites por um colectivo de maior força à escala global, como o exemplo da ditosa democracia que banha o continente europeu, e o continente Norte – Americano, etc… São erros que já foram cometidos no passado, numa tentativa sempre aterradora que o homem tem de expansão, em que sociedades próprias foram sacrificadas e injectadas de um mundo que criou os desnivelamentos que hoje se vêm à escala global, do poderio de umas nações sobre outras, arrastando interesses públicos e de supressão económica, de mão-de-obra escrava, das desigualdades sociais vigentes, da fome no mundo, das epidemias, qual criação divina para politicas anti-natalistas, de um mundo já cheio de tudo, de ideias, de pessoas, de êxodos populacionais que revelam novas estratégias a encontrar, tudo por uma ideia de sociedade, de união forçada, … de uma união federalista como remendo para trapos.
A humanidade faz-se a si próprio no sentido do semelhante que o acompanha, o direito ao desenvolvimento é um Dever Social e não uma obrigação individual.
Logo a axiologia e a ética tem de imperar sobre qualquer tentativa de criar o homem puramente técnico e o homem que pensa como produtor de material para charlatães e elites do bom ócio.
Estes serão campos a desenvolver como fazendo parte de uma metafísica necessária ao saber e de transposto para a técnica do real, visto que todo o problema se dá, desde sempre na conduta.
O que insiste, persite, sempre existe
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Alea Jacta Est
"Você está a olhar para esta página, a ler o texto, e a construir o significado dessas palavras à medida que lê. Mas a atenção dada ao texto não descreve tudo o que se passa na sua mente. Enquanto exibe as palavras impressas e exibe o conhecimento conceptual necessário para entender o que escrevi, a sua mente exibe ao mesmo tempo mais alguma coisa, algo suficiente para indicar a cada momento, que é você e não outra pessoa, que está a ler e a entender o texto. As imagens sensoriais que você percebe externamente, e as imagens sensoriais que você evoca ocupam a maior parte do campo de acção da sua mente, mas não totalmente. Além dessas imagens existe ainda outra presença que significa você, como observador das coisas imagéticas, como agente potencial sobre as coisas imagéticas. Existe a presença de você numa qualquer relação específica com algum objecto. Se não houvesse essa presença os seus pensamentos não lhe poderiam pertencer.
A presença do "self", é o sentimento do que acontece quando o seu ser é modificado pela acção de apreender alguma coisa. Essa presença nunca se afasta desde que você desperta até ao momento em que se o sono começa, ela tem de estar presente caso contrário, você não existe". António Damásio, O Mistério da Consciência
Não há portanto duvidas de que o sentido do eu só existe perante o Outro.
Não há também dúvidas de que somos filhos da guerra, desde o sentido de menosprezar o Outro por características mais diversas, as mesmas características complexas que nos fizeram crescer como sociedade: “a religião, a moral, organização social e política, artes ciências e tecnologia”, estas mesmas divindades, só possíveis devido à consciência, são aquelas que nos envergonham por diferenças superficiais, ideológicas, desde a guerra santa, ao colonialismo, à eugenia em prol da pureza da raça.
À parte a fantasia do Éden, somos duma mesma família, aquela que nasceu em África, a nossa Eva mitocondrial, aquela que Darwin gostaria certamente de ter conhecido, se a aprendizagem se dá pela constante transformação do eu, ao mesmo tempo que Você se identifica consigo mesmo, pelo sentido constante do self, pois tudo o que possuímos como “superior” ao natural, não é nosso no sentido individual, à parte debater-se o sentido do que é a criatividade, tudo nos é dado, desde que nos cobrem com uma manta ainda inacabados, porque então Você insiste em debater um Eu pobre, estandardizado, identificando-se com preconceitos e ideias pré concebidas, e aniquilando um mundo dispare, plural, multifacetado, que se apresenta mesmo à sua frente, das formas mais ricas e diversas que a natureza pode oferecer, que lhe proporcionaria portanto um Self, ou melhor você mesmo, muito mais completo (sempre imperfeito, porque inacabado, parabéns à plasticidade cerebral) muito mais rico. Você mesmo acabando com uma identificação comercial das próprias ideias, e centrando-se numa valorização mais moral, desceria ao estatuto de igual para igual, desde o Índio, ao budista, ao punk, ao puto…
Se você ainda acha que não tem um contributo a dar à sociedade, apenas por uns trocos, só uns trocos apenas, se acha ainda é adepto da rasteira do self- made -man, e acha que tudo o que você ganha devido ao seu estafante esforço, (e os contratados?) já Saramago confronta em memorial do convento, que quem fez o convento foi mesmo cada um dos estafermos que fez carga de burro, e a culpa não foi só de uma das grandes pedras que para lá andavam) qualquer que seja o negócio que o faz lucrar, desde a indústria mineira, à farmacêutica, à prostituição, à industria de tabaco, se você acha realmente, que quer todo esse lucro para gastar em momentos bastante relaxados, julgado para uma alienação de si próprio aquilo que o fez “crescer”, pode fazer orelhas mudas às ideias de esquerda, e contemplar, aquilo que toda a gente compreendeu naquilo que Sócrates chama de benefícios fiscais e que Louça desmascara como sendo um errada ideia de concepção, Bloco de Esquerda mostra realmente o que significa Simplex.
Se você olha para o passado e ainda acha que a esquerda tem de ser comunista, comer crianças ao pequeno-almoço, mas não lhe incomoda o sentido capitalista e lato do termo, monopólio e o sentido “empresarial, pode votar ps, psd… whatever.
Se você acha que a politica não vale a pena, não vote, é bem melhor, se acha que mudanças são necessárias, pense com clareza, afinal asfixia democrática é o que? Asfixia de raiz ideológica, nem esquerda é comunista nem direita é hoje “capitalista”, hoje em dia a politica para ser feita tem de ser concreta e claro está, continuamos com problemas de índole, afinal vota-se em associações de pessoas com ideias fixas, não temos como se sabe o espírito ateniense, mas apesar de tudo, deixando as ideias ideológicas que não valem realmente a pena, pois a moral está nas acções de cada um, independentemente do partido que se encontra a governar em cada momento ou das leis que o poder judicial, nos envia por cassetete.
“O Estado somos todos nós, e o homem é um animal político”, se o medo é o da mudança, é melhor abrir os olhos, porque a mudança é inevitável desde que o mundo se tornou assim tão global, desde que uma informação desde a china a Portugal chega em segundos, desde que as malhas do futuro se revelam com um governo que um dia será mundial.
“E todavia como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir em palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. Toda a manhã lutei não apenas com elas para me exprimir, mas ainda comigo mesmo para apanhar a minha evidência”. Vergílio Ferreira
A presença do "self", é o sentimento do que acontece quando o seu ser é modificado pela acção de apreender alguma coisa. Essa presença nunca se afasta desde que você desperta até ao momento em que se o sono começa, ela tem de estar presente caso contrário, você não existe". António Damásio, O Mistério da Consciência
Não há portanto duvidas de que o sentido do eu só existe perante o Outro.
Não há também dúvidas de que somos filhos da guerra, desde o sentido de menosprezar o Outro por características mais diversas, as mesmas características complexas que nos fizeram crescer como sociedade: “a religião, a moral, organização social e política, artes ciências e tecnologia”, estas mesmas divindades, só possíveis devido à consciência, são aquelas que nos envergonham por diferenças superficiais, ideológicas, desde a guerra santa, ao colonialismo, à eugenia em prol da pureza da raça.
À parte a fantasia do Éden, somos duma mesma família, aquela que nasceu em África, a nossa Eva mitocondrial, aquela que Darwin gostaria certamente de ter conhecido, se a aprendizagem se dá pela constante transformação do eu, ao mesmo tempo que Você se identifica consigo mesmo, pelo sentido constante do self, pois tudo o que possuímos como “superior” ao natural, não é nosso no sentido individual, à parte debater-se o sentido do que é a criatividade, tudo nos é dado, desde que nos cobrem com uma manta ainda inacabados, porque então Você insiste em debater um Eu pobre, estandardizado, identificando-se com preconceitos e ideias pré concebidas, e aniquilando um mundo dispare, plural, multifacetado, que se apresenta mesmo à sua frente, das formas mais ricas e diversas que a natureza pode oferecer, que lhe proporcionaria portanto um Self, ou melhor você mesmo, muito mais completo (sempre imperfeito, porque inacabado, parabéns à plasticidade cerebral) muito mais rico. Você mesmo acabando com uma identificação comercial das próprias ideias, e centrando-se numa valorização mais moral, desceria ao estatuto de igual para igual, desde o Índio, ao budista, ao punk, ao puto…
Se você ainda acha que não tem um contributo a dar à sociedade, apenas por uns trocos, só uns trocos apenas, se acha ainda é adepto da rasteira do self- made -man, e acha que tudo o que você ganha devido ao seu estafante esforço, (e os contratados?) já Saramago confronta em memorial do convento, que quem fez o convento foi mesmo cada um dos estafermos que fez carga de burro, e a culpa não foi só de uma das grandes pedras que para lá andavam) qualquer que seja o negócio que o faz lucrar, desde a indústria mineira, à farmacêutica, à prostituição, à industria de tabaco, se você acha realmente, que quer todo esse lucro para gastar em momentos bastante relaxados, julgado para uma alienação de si próprio aquilo que o fez “crescer”, pode fazer orelhas mudas às ideias de esquerda, e contemplar, aquilo que toda a gente compreendeu naquilo que Sócrates chama de benefícios fiscais e que Louça desmascara como sendo um errada ideia de concepção, Bloco de Esquerda mostra realmente o que significa Simplex.
Se você olha para o passado e ainda acha que a esquerda tem de ser comunista, comer crianças ao pequeno-almoço, mas não lhe incomoda o sentido capitalista e lato do termo, monopólio e o sentido “empresarial, pode votar ps, psd… whatever.
Se você acha que a politica não vale a pena, não vote, é bem melhor, se acha que mudanças são necessárias, pense com clareza, afinal asfixia democrática é o que? Asfixia de raiz ideológica, nem esquerda é comunista nem direita é hoje “capitalista”, hoje em dia a politica para ser feita tem de ser concreta e claro está, continuamos com problemas de índole, afinal vota-se em associações de pessoas com ideias fixas, não temos como se sabe o espírito ateniense, mas apesar de tudo, deixando as ideias ideológicas que não valem realmente a pena, pois a moral está nas acções de cada um, independentemente do partido que se encontra a governar em cada momento ou das leis que o poder judicial, nos envia por cassetete.
“O Estado somos todos nós, e o homem é um animal político”, se o medo é o da mudança, é melhor abrir os olhos, porque a mudança é inevitável desde que o mundo se tornou assim tão global, desde que uma informação desde a china a Portugal chega em segundos, desde que as malhas do futuro se revelam com um governo que um dia será mundial.
“E todavia como é difícil explicar-me! Há no homem o dom perverso da banalização. Estamos condenados a pensar com palavras, a sentir em palavras, se queremos pelo menos que os outros sintam connosco. Mas as palavras são pedras. Toda a manhã lutei não apenas com elas para me exprimir, mas ainda comigo mesmo para apanhar a minha evidência”. Vergílio Ferreira
sábado, 22 de agosto de 2009
Aqui onde existo e persisto, não existem correntes que me elevem. Neste mundo de fantasia a terra é quadrada, e negra a fábula que envolve o decorrer linear da história. Tudo se esvai, pouco tem importância, apenas o acalentar de uma vida material e fugaz.
Aqui quem tem assas, responde perante a guilhotina, e cada suspiro é uma tentativa de brisa a criar em terreno árido.
Como pode a clausura ser um acto voluntarioso, quando a expressão do eu é mais rica pela viagem das emoções e das palavras ao encontro dos acontecimentos.
Já o escritor português Virgílio Ferreira defende liricamente em sua obra que o pensamento se assemelha à troca comercial da palavra realizada pelos caminhos da linguagem.
Para amortizar a imaginação da possibilidade de incarnar um Indiana Jones, nada melhor que a música e a vencibilidade da alienação, qual morfina para o espírito de um defunto.
Aqui persisto, sempre existo.
Aqui quem tem assas, responde perante a guilhotina, e cada suspiro é uma tentativa de brisa a criar em terreno árido.
Como pode a clausura ser um acto voluntarioso, quando a expressão do eu é mais rica pela viagem das emoções e das palavras ao encontro dos acontecimentos.
Já o escritor português Virgílio Ferreira defende liricamente em sua obra que o pensamento se assemelha à troca comercial da palavra realizada pelos caminhos da linguagem.
Para amortizar a imaginação da possibilidade de incarnar um Indiana Jones, nada melhor que a música e a vencibilidade da alienação, qual morfina para o espírito de um defunto.
Aqui persisto, sempre existo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
“This Amazing Stories, isto é só polpa de ficção”:
Far far way , simples criaturas terrestres já dotadas de fastidiosa cultura fugiam às “humanidades” ao pensamento crítico e livre espírito, eles tinham tanta repulsa pelo seu próprio ser que queriam usando a expressão de super-homem (o niilista), ser essa mesma metáfora e colocar barras de metal na fisiologia.
É desabafo cientifico quando se diz que a civilização se encontra em plena juventude, pois não passa de um revoltado por lhe terem preenchido o cérebro com qualquer coisa que ele próprio nunca mais se livrou… a culpa era do “deus” educere e da deusa “educare”. Um dia aparece o Cristo Curiosidade e inicia-se a façanha colectiva.
FIM
Isto não é mera observação já tão badalada, penso que é uma questão que deve ser combatida até morrer, tal como a questão ambiental.
Imensos artigos e imensas investigações estão em curso todos os dias nos mais prestigiados centros e cubículos experimentais por várias universidades expressão de grande contentamento para a raça, pois deixa-nos num estado litúrgico de satisfação, como se estivéssemos prontos para qualquer guerra travada com a eventualidade.
No entanto Edgar Morin vem reforçar outra questão que acredito não menos badalada quanto à estratificação do conhecimento, apoiando uma reforma do ensino: - "que a condição humana esteja totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica ( entrevista à agência Lusa, simplesmente publicado aqui : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31878&op=all (já datada de Maio… para Agosto… visto que as eleições são já em Setembro…)
Tanta crítica se faz, coitada da Sô dona Lurdes, e cá só lhe falta pensar mais em letras (menos em cifrões)e na vontade do Fernão…do que no Magalhães, pois verifico que este último só tira a vontade… de pensar nos Deuses claro… é Preciso que numa só cabeça se misture yingyang… pois as sociedades fechadas não são mais que “fortes professas das suas tradições”.
Quanto mais cresce a ciência, morre na mesma proporção deus e os mitos… deixará o homem um dia de ter crenças? As novas certezas são as novas crenças...
O que acontecerá quando nos acharmos senhores de toda a objectividade?
Será que vamos ser encharcados pela prepotência? Ou sede de infinito?
Não esqueçamos a Grécia e a “douta ignorância”, e volta a mesma luta…
Quando todas as certezas dependem apenas do tempo que nos resta para nos focarmos na sua resolução, e para tal esse tempo será cada vez mais diminuto, pois a máquina trata de tal efeito… Será que um dia chova o indubitável dos céus? E todos os homens achem que nada mais tem mistério?
E se em nada mais ah mistério, para que serve a musica?!
Desde a relatividade ao existencialismo sempre nos confrontamos com paradoxos:
Pois eu vos digo: um único mistério nos salvará, por fim: quando o orgânico se esvai… o único mistério que nos amarrará à própria vida será a indagação da morte.
Visto que divagar faz bem e é coisa constante, também não me enfatizo noutro esforço… assim protesto mais um descontentamento (sou só imagem dos mesmos deuses e prepotência da mesma criação).
É desabafo cientifico quando se diz que a civilização se encontra em plena juventude, pois não passa de um revoltado por lhe terem preenchido o cérebro com qualquer coisa que ele próprio nunca mais se livrou… a culpa era do “deus” educere e da deusa “educare”. Um dia aparece o Cristo Curiosidade e inicia-se a façanha colectiva.
FIM
Isto não é mera observação já tão badalada, penso que é uma questão que deve ser combatida até morrer, tal como a questão ambiental.
Imensos artigos e imensas investigações estão em curso todos os dias nos mais prestigiados centros e cubículos experimentais por várias universidades expressão de grande contentamento para a raça, pois deixa-nos num estado litúrgico de satisfação, como se estivéssemos prontos para qualquer guerra travada com a eventualidade.
No entanto Edgar Morin vem reforçar outra questão que acredito não menos badalada quanto à estratificação do conhecimento, apoiando uma reforma do ensino: - "que a condição humana esteja totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica ( entrevista à agência Lusa, simplesmente publicado aqui : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31878&op=all (já datada de Maio… para Agosto… visto que as eleições são já em Setembro…)
Tanta crítica se faz, coitada da Sô dona Lurdes, e cá só lhe falta pensar mais em letras (menos em cifrões)e na vontade do Fernão…do que no Magalhães, pois verifico que este último só tira a vontade… de pensar nos Deuses claro… é Preciso que numa só cabeça se misture yingyang… pois as sociedades fechadas não são mais que “fortes professas das suas tradições”.
Quanto mais cresce a ciência, morre na mesma proporção deus e os mitos… deixará o homem um dia de ter crenças? As novas certezas são as novas crenças...
O que acontecerá quando nos acharmos senhores de toda a objectividade?
Será que vamos ser encharcados pela prepotência? Ou sede de infinito?
Não esqueçamos a Grécia e a “douta ignorância”, e volta a mesma luta…
Quando todas as certezas dependem apenas do tempo que nos resta para nos focarmos na sua resolução, e para tal esse tempo será cada vez mais diminuto, pois a máquina trata de tal efeito… Será que um dia chova o indubitável dos céus? E todos os homens achem que nada mais tem mistério?
E se em nada mais ah mistério, para que serve a musica?!
Desde a relatividade ao existencialismo sempre nos confrontamos com paradoxos:
Pois eu vos digo: um único mistério nos salvará, por fim: quando o orgânico se esvai… o único mistério que nos amarrará à própria vida será a indagação da morte.
Visto que divagar faz bem e é coisa constante, também não me enfatizo noutro esforço… assim protesto mais um descontentamento (sou só imagem dos mesmos deuses e prepotência da mesma criação).
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Renega-te adorado homem moderno
Abstraí - te besta sadia, de sentimentos
Não vás tu jogar com teus pensamentos
Brilha porque assim poderás ultrapassar a barreira da física
A química são palavras do teu corpo
Só porque existe o pode saber.
Não vês que ele sempre te fala com os seus desejos
Ele grita quando o magoas, coitado do enfermo
O Inferno é Presente aqui na terra,
É um estado de maioria
O corpo o fardo dos que anseiam a morte
E essa é só a eternidade, porque temeis a eternidade?
Porque na mitologia, as quimeras são eternas
Mas o que é o acaso?
Essa resposta vadia
Tão vaga quanto a vastidão do deserto
Tantos grãos de areia!
Faz um todo…
Os minutos são peças de puzzle que só percebemos na hora da morte,
Os anos passam e os significados invadem-nos
Mas estes são possíveis só pelo intelecto,
Que era da significância
Matemática que nos invade,
Então sem o coração?
O coração é só mais um órgão
Assim nos trai a razão sempre de pelotão
Coloca-nos no poder de nos refutarmos a nós mesmos
E constatar que o Todo é só,
Por acaso...
Também não acredito na ciência, esse é o cúmulo do cepticismo
É só o ego de respostas, a terapia para o desconhecido
Que piada essa
É a sua função: a busca de finalidade… não as descobertas são só por acaso
Não aniquilem o espírito criativo, deixa o E.T. divagar
Afinal tem uma designação: mutações
A felicidade é uma inconstância,
Têm de ser suportada sempre por novos moldes,
Não é uma ataraxia de valores… o divórcio
É só o amor que hoje é mais verdadeiro,
Simplificou-se à afectividade instantânea
Nos romances, é só um peixe fora do aquário.
Abstraí - te besta sadia, de sentimentos
Não vás tu jogar com teus pensamentos
Brilha porque assim poderás ultrapassar a barreira da física
A química são palavras do teu corpo
Só porque existe o pode saber.
Não vês que ele sempre te fala com os seus desejos
Ele grita quando o magoas, coitado do enfermo
O Inferno é Presente aqui na terra,
É um estado de maioria
O corpo o fardo dos que anseiam a morte
E essa é só a eternidade, porque temeis a eternidade?
Porque na mitologia, as quimeras são eternas
Mas o que é o acaso?
Essa resposta vadia
Tão vaga quanto a vastidão do deserto
Tantos grãos de areia!
Faz um todo…
Os minutos são peças de puzzle que só percebemos na hora da morte,
Os anos passam e os significados invadem-nos
Mas estes são possíveis só pelo intelecto,
Que era da significância
Matemática que nos invade,
Então sem o coração?
O coração é só mais um órgão
Assim nos trai a razão sempre de pelotão
Coloca-nos no poder de nos refutarmos a nós mesmos
E constatar que o Todo é só,
Por acaso...
Também não acredito na ciência, esse é o cúmulo do cepticismo
É só o ego de respostas, a terapia para o desconhecido
Que piada essa
É a sua função: a busca de finalidade… não as descobertas são só por acaso
Não aniquilem o espírito criativo, deixa o E.T. divagar
Afinal tem uma designação: mutações
A felicidade é uma inconstância,
Têm de ser suportada sempre por novos moldes,
Não é uma ataraxia de valores… o divórcio
É só o amor que hoje é mais verdadeiro,
Simplificou-se à afectividade instantânea
Nos romances, é só um peixe fora do aquário.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quando Nietzsche bate à porta, não abra
“O rebanho” surge com as sociedades ancestrais, e reverte-se de forma mais complexa na religião, estendendo-se a toda a actividade humana, ao longo dos tempos…
Todas as ideologias são mal compreendidas, constatamos ao longo da história como perecem,e nisto falamos do corrupto á sua compreensão, do criador para as camadas populacionais, ao significado distorcido que se cria.
Todas as ideologias são mal compreendidas, constatamos ao longo da história como perecem,e nisto falamos do corrupto á sua compreensão, do criador para as camadas populacionais, ao significado distorcido que se cria.
As massas não detêm as mesmas correspondências, as mesmas estruturas necessárias para compreender o seu verdadeiro significado, (na ficção, não se conhece os intuitos do herói). São pontos de tangibilidade diferentes.
A noção societal, limita a heterogeneidade intrínseca do ser.
Tudo o que na natureza se cria é único.
Os hiperbóreos são os mal compreendidos, aqueles que as massas geram a agressão e atacam na sua servidão ao conhecimento único de uma época, sem criar uma abertura para a vanguarda do imprevisto, o que é a verdadeira arte, que só o humano consegue expandir.
A noção societal, limita a heterogeneidade intrínseca do ser.
Tudo o que na natureza se cria é único.
Os hiperbóreos são os mal compreendidos, aqueles que as massas geram a agressão e atacam na sua servidão ao conhecimento único de uma época, sem criar uma abertura para a vanguarda do imprevisto, o que é a verdadeira arte, que só o humano consegue expandir.
A ideia inicial de algo novo, essa miscelânea do velho que se faz novo, que não tem vislumbre prático imediato no momento. No fundo porque não passam de criações mentais, as realidades da imaginação, o sentido entre a barreira do mundo físico e metafísico. O início de algo que é inútil ao pragmatismo humano, mas apenas se contempla. A arte é criar o belo, materializado. Como se aplica o belo? Ele não se aplica em nada de útil e prático nesta realidade que nos envolve, ele só pode ser conferido, verificável, pois reside no mundo da valoração. Por isso o belo de uma ideologia, coisa nunca antes criada e utópica, é disfuncional com um lado prático, aplicável, na matéria real.
Este engano da ideologia, relaciona-se com o facto de estas concepções preconizarem o que à priori todo o ser humano tem por inerente como a meta de felicidade a atingir, da perfeição sonhada para a realizada, vai mais que um passo para o homem, são imensos para a humanidade realmente.
O processo mental da radicalidade, (escave bem que a semente está lá), de todas as questões, porque até a mais ínfima deve ser colocada, é essa a via para a consciência global. Esse estado universal é a forma de modificar os sistemas em que o homem se enredou, viajando para a tirania de tudo o que era a sua maior arma, a imaginação, o espírito, a arte. Esta tem vindo a ser consumada, por génios de cada tempo, chame – lhes invenções, essa miscelânea do velho que se faz novo.
O processo mental da radicalidade, (escave bem que a semente está lá), de todas as questões, porque até a mais ínfima deve ser colocada, é essa a via para a consciência global. Esse estado universal é a forma de modificar os sistemas em que o homem se enredou, viajando para a tirania de tudo o que era a sua maior arma, a imaginação, o espírito, a arte. Esta tem vindo a ser consumada, por génios de cada tempo, chame – lhes invenções, essa miscelânea do velho que se faz novo.
E este magnifico universo tecnológico, que nos estranha a natureza, que acentuou divergências culturais em que o interesse imperial, nos arrastou, cedo se houve o chocalhar do ouro, antes de qualquer Messias.
Enfim quando Nietzsche bate à porta só diz barbárie mesmo.
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