sábado, 22 de agosto de 2009

Aqui onde existo e persisto, não existem correntes que me elevem. Neste mundo de fantasia a terra é quadrada, e negra a fábula que envolve o decorrer linear da história. Tudo se esvai, pouco tem importância, apenas o acalentar de uma vida material e fugaz.
Aqui quem tem assas, responde perante a guilhotina, e cada suspiro é uma tentativa de brisa a criar em terreno árido.
Como pode a clausura ser um acto voluntarioso, quando a expressão do eu é mais rica pela viagem das emoções e das palavras ao encontro dos acontecimentos.
Já o escritor português Virgílio Ferreira defende liricamente em sua obra que o pensamento se assemelha à troca comercial da palavra realizada pelos caminhos da linguagem.
Para amortizar a imaginação da possibilidade de incarnar um Indiana Jones, nada melhor que a música e a vencibilidade da alienação, qual morfina para o espírito de um defunto.
Aqui persisto, sempre existo.

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