sábado, 22 de agosto de 2009
Aqui onde existo e persisto, não existem correntes que me elevem. Neste mundo de fantasia a terra é quadrada, e negra a fábula que envolve o decorrer linear da história. Tudo se esvai, pouco tem importância, apenas o acalentar de uma vida material e fugaz.
Aqui quem tem assas, responde perante a guilhotina, e cada suspiro é uma tentativa de brisa a criar em terreno árido.
Como pode a clausura ser um acto voluntarioso, quando a expressão do eu é mais rica pela viagem das emoções e das palavras ao encontro dos acontecimentos.
Já o escritor português Virgílio Ferreira defende liricamente em sua obra que o pensamento se assemelha à troca comercial da palavra realizada pelos caminhos da linguagem.
Para amortizar a imaginação da possibilidade de incarnar um Indiana Jones, nada melhor que a música e a vencibilidade da alienação, qual morfina para o espírito de um defunto.
Aqui persisto, sempre existo.
Aqui quem tem assas, responde perante a guilhotina, e cada suspiro é uma tentativa de brisa a criar em terreno árido.
Como pode a clausura ser um acto voluntarioso, quando a expressão do eu é mais rica pela viagem das emoções e das palavras ao encontro dos acontecimentos.
Já o escritor português Virgílio Ferreira defende liricamente em sua obra que o pensamento se assemelha à troca comercial da palavra realizada pelos caminhos da linguagem.
Para amortizar a imaginação da possibilidade de incarnar um Indiana Jones, nada melhor que a música e a vencibilidade da alienação, qual morfina para o espírito de um defunto.
Aqui persisto, sempre existo.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
“This Amazing Stories, isto é só polpa de ficção”:
Far far way , simples criaturas terrestres já dotadas de fastidiosa cultura fugiam às “humanidades” ao pensamento crítico e livre espírito, eles tinham tanta repulsa pelo seu próprio ser que queriam usando a expressão de super-homem (o niilista), ser essa mesma metáfora e colocar barras de metal na fisiologia.
É desabafo cientifico quando se diz que a civilização se encontra em plena juventude, pois não passa de um revoltado por lhe terem preenchido o cérebro com qualquer coisa que ele próprio nunca mais se livrou… a culpa era do “deus” educere e da deusa “educare”. Um dia aparece o Cristo Curiosidade e inicia-se a façanha colectiva.
FIM
Isto não é mera observação já tão badalada, penso que é uma questão que deve ser combatida até morrer, tal como a questão ambiental.
Imensos artigos e imensas investigações estão em curso todos os dias nos mais prestigiados centros e cubículos experimentais por várias universidades expressão de grande contentamento para a raça, pois deixa-nos num estado litúrgico de satisfação, como se estivéssemos prontos para qualquer guerra travada com a eventualidade.
No entanto Edgar Morin vem reforçar outra questão que acredito não menos badalada quanto à estratificação do conhecimento, apoiando uma reforma do ensino: - "que a condição humana esteja totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica ( entrevista à agência Lusa, simplesmente publicado aqui : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31878&op=all (já datada de Maio… para Agosto… visto que as eleições são já em Setembro…)
Tanta crítica se faz, coitada da Sô dona Lurdes, e cá só lhe falta pensar mais em letras (menos em cifrões)e na vontade do Fernão…do que no Magalhães, pois verifico que este último só tira a vontade… de pensar nos Deuses claro… é Preciso que numa só cabeça se misture yingyang… pois as sociedades fechadas não são mais que “fortes professas das suas tradições”.
Quanto mais cresce a ciência, morre na mesma proporção deus e os mitos… deixará o homem um dia de ter crenças? As novas certezas são as novas crenças...
O que acontecerá quando nos acharmos senhores de toda a objectividade?
Será que vamos ser encharcados pela prepotência? Ou sede de infinito?
Não esqueçamos a Grécia e a “douta ignorância”, e volta a mesma luta…
Quando todas as certezas dependem apenas do tempo que nos resta para nos focarmos na sua resolução, e para tal esse tempo será cada vez mais diminuto, pois a máquina trata de tal efeito… Será que um dia chova o indubitável dos céus? E todos os homens achem que nada mais tem mistério?
E se em nada mais ah mistério, para que serve a musica?!
Desde a relatividade ao existencialismo sempre nos confrontamos com paradoxos:
Pois eu vos digo: um único mistério nos salvará, por fim: quando o orgânico se esvai… o único mistério que nos amarrará à própria vida será a indagação da morte.
Visto que divagar faz bem e é coisa constante, também não me enfatizo noutro esforço… assim protesto mais um descontentamento (sou só imagem dos mesmos deuses e prepotência da mesma criação).
É desabafo cientifico quando se diz que a civilização se encontra em plena juventude, pois não passa de um revoltado por lhe terem preenchido o cérebro com qualquer coisa que ele próprio nunca mais se livrou… a culpa era do “deus” educere e da deusa “educare”. Um dia aparece o Cristo Curiosidade e inicia-se a façanha colectiva.
FIM
Isto não é mera observação já tão badalada, penso que é uma questão que deve ser combatida até morrer, tal como a questão ambiental.
Imensos artigos e imensas investigações estão em curso todos os dias nos mais prestigiados centros e cubículos experimentais por várias universidades expressão de grande contentamento para a raça, pois deixa-nos num estado litúrgico de satisfação, como se estivéssemos prontos para qualquer guerra travada com a eventualidade.
No entanto Edgar Morin vem reforçar outra questão que acredito não menos badalada quanto à estratificação do conhecimento, apoiando uma reforma do ensino: - "que a condição humana esteja totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica ( entrevista à agência Lusa, simplesmente publicado aqui : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31878&op=all (já datada de Maio… para Agosto… visto que as eleições são já em Setembro…)
Tanta crítica se faz, coitada da Sô dona Lurdes, e cá só lhe falta pensar mais em letras (menos em cifrões)e na vontade do Fernão…do que no Magalhães, pois verifico que este último só tira a vontade… de pensar nos Deuses claro… é Preciso que numa só cabeça se misture yingyang… pois as sociedades fechadas não são mais que “fortes professas das suas tradições”.
Quanto mais cresce a ciência, morre na mesma proporção deus e os mitos… deixará o homem um dia de ter crenças? As novas certezas são as novas crenças...
O que acontecerá quando nos acharmos senhores de toda a objectividade?
Será que vamos ser encharcados pela prepotência? Ou sede de infinito?
Não esqueçamos a Grécia e a “douta ignorância”, e volta a mesma luta…
Quando todas as certezas dependem apenas do tempo que nos resta para nos focarmos na sua resolução, e para tal esse tempo será cada vez mais diminuto, pois a máquina trata de tal efeito… Será que um dia chova o indubitável dos céus? E todos os homens achem que nada mais tem mistério?
E se em nada mais ah mistério, para que serve a musica?!
Desde a relatividade ao existencialismo sempre nos confrontamos com paradoxos:
Pois eu vos digo: um único mistério nos salvará, por fim: quando o orgânico se esvai… o único mistério que nos amarrará à própria vida será a indagação da morte.
Visto que divagar faz bem e é coisa constante, também não me enfatizo noutro esforço… assim protesto mais um descontentamento (sou só imagem dos mesmos deuses e prepotência da mesma criação).
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Renega-te adorado homem moderno
Abstraí - te besta sadia, de sentimentos
Não vás tu jogar com teus pensamentos
Brilha porque assim poderás ultrapassar a barreira da física
A química são palavras do teu corpo
Só porque existe o pode saber.
Não vês que ele sempre te fala com os seus desejos
Ele grita quando o magoas, coitado do enfermo
O Inferno é Presente aqui na terra,
É um estado de maioria
O corpo o fardo dos que anseiam a morte
E essa é só a eternidade, porque temeis a eternidade?
Porque na mitologia, as quimeras são eternas
Mas o que é o acaso?
Essa resposta vadia
Tão vaga quanto a vastidão do deserto
Tantos grãos de areia!
Faz um todo…
Os minutos são peças de puzzle que só percebemos na hora da morte,
Os anos passam e os significados invadem-nos
Mas estes são possíveis só pelo intelecto,
Que era da significância
Matemática que nos invade,
Então sem o coração?
O coração é só mais um órgão
Assim nos trai a razão sempre de pelotão
Coloca-nos no poder de nos refutarmos a nós mesmos
E constatar que o Todo é só,
Por acaso...
Também não acredito na ciência, esse é o cúmulo do cepticismo
É só o ego de respostas, a terapia para o desconhecido
Que piada essa
É a sua função: a busca de finalidade… não as descobertas são só por acaso
Não aniquilem o espírito criativo, deixa o E.T. divagar
Afinal tem uma designação: mutações
A felicidade é uma inconstância,
Têm de ser suportada sempre por novos moldes,
Não é uma ataraxia de valores… o divórcio
É só o amor que hoje é mais verdadeiro,
Simplificou-se à afectividade instantânea
Nos romances, é só um peixe fora do aquário.
Abstraí - te besta sadia, de sentimentos
Não vás tu jogar com teus pensamentos
Brilha porque assim poderás ultrapassar a barreira da física
A química são palavras do teu corpo
Só porque existe o pode saber.
Não vês que ele sempre te fala com os seus desejos
Ele grita quando o magoas, coitado do enfermo
O Inferno é Presente aqui na terra,
É um estado de maioria
O corpo o fardo dos que anseiam a morte
E essa é só a eternidade, porque temeis a eternidade?
Porque na mitologia, as quimeras são eternas
Mas o que é o acaso?
Essa resposta vadia
Tão vaga quanto a vastidão do deserto
Tantos grãos de areia!
Faz um todo…
Os minutos são peças de puzzle que só percebemos na hora da morte,
Os anos passam e os significados invadem-nos
Mas estes são possíveis só pelo intelecto,
Que era da significância
Matemática que nos invade,
Então sem o coração?
O coração é só mais um órgão
Assim nos trai a razão sempre de pelotão
Coloca-nos no poder de nos refutarmos a nós mesmos
E constatar que o Todo é só,
Por acaso...
Também não acredito na ciência, esse é o cúmulo do cepticismo
É só o ego de respostas, a terapia para o desconhecido
Que piada essa
É a sua função: a busca de finalidade… não as descobertas são só por acaso
Não aniquilem o espírito criativo, deixa o E.T. divagar
Afinal tem uma designação: mutações
A felicidade é uma inconstância,
Têm de ser suportada sempre por novos moldes,
Não é uma ataraxia de valores… o divórcio
É só o amor que hoje é mais verdadeiro,
Simplificou-se à afectividade instantânea
Nos romances, é só um peixe fora do aquário.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Quando Nietzsche bate à porta, não abra
“O rebanho” surge com as sociedades ancestrais, e reverte-se de forma mais complexa na religião, estendendo-se a toda a actividade humana, ao longo dos tempos…
Todas as ideologias são mal compreendidas, constatamos ao longo da história como perecem,e nisto falamos do corrupto á sua compreensão, do criador para as camadas populacionais, ao significado distorcido que se cria.
Todas as ideologias são mal compreendidas, constatamos ao longo da história como perecem,e nisto falamos do corrupto á sua compreensão, do criador para as camadas populacionais, ao significado distorcido que se cria.
As massas não detêm as mesmas correspondências, as mesmas estruturas necessárias para compreender o seu verdadeiro significado, (na ficção, não se conhece os intuitos do herói). São pontos de tangibilidade diferentes.
A noção societal, limita a heterogeneidade intrínseca do ser.
Tudo o que na natureza se cria é único.
Os hiperbóreos são os mal compreendidos, aqueles que as massas geram a agressão e atacam na sua servidão ao conhecimento único de uma época, sem criar uma abertura para a vanguarda do imprevisto, o que é a verdadeira arte, que só o humano consegue expandir.
A noção societal, limita a heterogeneidade intrínseca do ser.
Tudo o que na natureza se cria é único.
Os hiperbóreos são os mal compreendidos, aqueles que as massas geram a agressão e atacam na sua servidão ao conhecimento único de uma época, sem criar uma abertura para a vanguarda do imprevisto, o que é a verdadeira arte, que só o humano consegue expandir.
A ideia inicial de algo novo, essa miscelânea do velho que se faz novo, que não tem vislumbre prático imediato no momento. No fundo porque não passam de criações mentais, as realidades da imaginação, o sentido entre a barreira do mundo físico e metafísico. O início de algo que é inútil ao pragmatismo humano, mas apenas se contempla. A arte é criar o belo, materializado. Como se aplica o belo? Ele não se aplica em nada de útil e prático nesta realidade que nos envolve, ele só pode ser conferido, verificável, pois reside no mundo da valoração. Por isso o belo de uma ideologia, coisa nunca antes criada e utópica, é disfuncional com um lado prático, aplicável, na matéria real.
Este engano da ideologia, relaciona-se com o facto de estas concepções preconizarem o que à priori todo o ser humano tem por inerente como a meta de felicidade a atingir, da perfeição sonhada para a realizada, vai mais que um passo para o homem, são imensos para a humanidade realmente.
O processo mental da radicalidade, (escave bem que a semente está lá), de todas as questões, porque até a mais ínfima deve ser colocada, é essa a via para a consciência global. Esse estado universal é a forma de modificar os sistemas em que o homem se enredou, viajando para a tirania de tudo o que era a sua maior arma, a imaginação, o espírito, a arte. Esta tem vindo a ser consumada, por génios de cada tempo, chame – lhes invenções, essa miscelânea do velho que se faz novo.
O processo mental da radicalidade, (escave bem que a semente está lá), de todas as questões, porque até a mais ínfima deve ser colocada, é essa a via para a consciência global. Esse estado universal é a forma de modificar os sistemas em que o homem se enredou, viajando para a tirania de tudo o que era a sua maior arma, a imaginação, o espírito, a arte. Esta tem vindo a ser consumada, por génios de cada tempo, chame – lhes invenções, essa miscelânea do velho que se faz novo.
E este magnifico universo tecnológico, que nos estranha a natureza, que acentuou divergências culturais em que o interesse imperial, nos arrastou, cedo se houve o chocalhar do ouro, antes de qualquer Messias.
Enfim quando Nietzsche bate à porta só diz barbárie mesmo.
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